Uma simples uva toca a alma
Imortalizada, transformada em vinho
Aos desejos profanos chega e acalma
Retorna à vida ao deixar a taça
Em cada uma delas se expressa
Sussurando a aventura humana
Iniciática, antiga e regressa
Solene, divina e mundana
Suavemente aos sentidos engana
No segredo mais íntimo se confessa
Nos recônditos da alma reina soberana
Em Porto, Amarone ou Borgonha se disfarça
Encanta e nos preenche com graça
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quarta-feira, maio 18, 2011
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Vinho, poesia e alma...
O beijo e o vinho
(Luiz Edmundo)
Tu te lembras, estouvada,
quando, sem modos, sem pejo,
enchendo a boca de vinho,
passaste, de vagarinho,
à minha boca, num beijo?
Achei a idéia engraçada
E original o manejo:
A tua boca encarnada,
A me beijar, de mansinho,
sorrindo pelo meu beijo,
toda manchada de vinho...
Desde esse dia eu não vejo,
para minh'alma embriagada,
outra boca em meu caminho.
A causa, entretanto, estouvada,
dessa embriaguez de desejo,
mais doce que teu carinho
não pude ter decifrada:
Não sei se foi o teu beijo...
Não sei se foi o teu vinho...
(Luiz Edmundo)
Tu te lembras, estouvada,
quando, sem modos, sem pejo,
enchendo a boca de vinho,
passaste, de vagarinho,
à minha boca, num beijo?
Achei a idéia engraçada
E original o manejo:
A tua boca encarnada,
A me beijar, de mansinho,
sorrindo pelo meu beijo,
toda manchada de vinho...
Desde esse dia eu não vejo,
para minh'alma embriagada,
outra boca em meu caminho.
A causa, entretanto, estouvada,
dessa embriaguez de desejo,
mais doce que teu carinho
não pude ter decifrada:
Não sei se foi o teu beijo...
Não sei se foi o teu vinho...
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