Quarta-feira, Março 14, 2012

Zenato - Ripassa Valpolicella - Itália

2007.
Tinto.

Um vinho encorpado, marcante. É feito de uvas levemente passitas, que nāo chegam a ser uvas passas. É um vinho intermediário entre o Valpolicella Clássico e o Amarone.

Aromas de frutas vermelhas maduras, com destaque para ameixa, e com um suave toque defumado e adicicado, lembrando balas. O aroma no início é muito alcoólico, precisa decantar para abrir.

Na boca é um vinho muito fino, bastante equilibrado, quase harmônico, bem persistente, encorpado, com acidez correta, mas nāo destacada, e um final levemente amargo e adocicado, que prolonga sua persistência.

É um vinho para ser tomado acompanhando um prato, que no nosso caso foi um macarrāo parfuso com molho de tomates com ervilha, frango e noz moscada, com shimeji e rúcula.


Sábado, Março 03, 2012

Finca Flichman - Chardonnay Roble - Argentina

2009.
Branco.

O Vinho é interessante, com um corpo que permite ser apreciado com pratos mais fortes, com textura mediana. Nāo faz o estilo refrescante.

Aroma cítrico, amanteigado, com retrogosto mineral, bastante interessante. Na boca é um vinho fino, com boa acidez, com corpo mediano para um branco, e um final um tanto amargo talvez por ser fermentado com engaço, ou oriundo da fermentaçāo malolática.


Aurora - Pinot Noir - Brasil

2011. Serra Gaúcha.
Tinto.

Aroma bastante alcoólico, mas interessante, frutado adocicado, um pouco mentolado, e com um toque de baunilha.

Na boca o álcool aparece, a acidez é baixa, tem poucos taninos, mas perceptíveis. Tem corpo leve, como esperado para um Pinot, é um vinho mais ligeiro, mas bem equilibrado, e se nāo fosse a sensaçāo alcoólica seria um vinho mais fino.

Para ser tomado acomoanhando um prato leve, como um frango ou uma massa, cai bem.

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012

Montoíto - Alentejo - Portugal

2005.
Tinto. Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet.

Bom vinho, vale a pena.

Aroma de cereja, evocando levemente o aroma de um vinho do porto.  O vinho já apresenta a característica de vinho envelhecido, mas pouco.

Segundo a Anny ele já passou um pouquinho do seu auge, mas segundo o Edgard, não.

Na boca é um vinho com acidez bastante acentuada, podendo ser demasiada para quem apresenta sensibilidade ao ácido. Apresenta corpo mediano à encorpado, com taninos bem presentes, mas não exagerados. Tem uma persistência longa e agradável e é um vinho bastante fino e harmônico.

Sábado, Fevereiro 25, 2012

Carlota Joaquina - Portugal


Tinto.

É um vinho bem básico. Assim como a Carlota Joaquina, este vinho é controverso: a Anny achou razoável, eu achei maçante. O aroma é levemente alcoólico, um tanto frutado, bem pouco picante e vegetal.

Na boca tem amargor bem presente, açúcar residual e taninos medianos, com acidez razoável e retrogosto alcoólico. Tem uma persistência média, mas não é um vinho muito fino.

"Carlota Joaquina foi infanta da Espanha, Princesa do Brasil e Rainha de Portugal por seu casamento com D. João VI, ficou conhecida como a Megera de Queluz, mas acabou por ser a portuguesa que antecipou a moralidade sem preconceitos"

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012

Marcus James - Tannat - Brasil

2010.
Tinto.

Meia boca, é o que podemos dizer. Resumamos assim: tem Marcus James melhor e, claro, tem Tannat muuuito melhor.

Os aromas são o que há de mais interessante no vinho. Frutado com leves toques de ervas, couro e baunilha, todos muito sutis e sem exagero de álcool. Pelo aroma esperamos um vinho melhor. Esperamos...

Na boca apresenta uma acidez bem acentuada, um pouco acima do desejável, e um amargor marcante, características que tornam o vinho desequilibrado. Tem taninos na medida, discretos para um Tannat, com corpo mediano e uma persistência razoável, mas que não é de todo agradável.

Não recebeu uma estrela porque não chega a ser desagradável, e porque o Capeletti que o acompanhou estava uma delícia.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

Reguengos - Alentejo - Portugal


2010.
Tinto. Trincadeira 40%, Aragonez 40%, Castelão 20%.

Mediano com alguns defeitos: bastante alcoólico e um tanto chato. Lendo assim pode parecer um vinho ruim, mas não o é de fato. Nós já havíamos tomado outra safra deste vinho, e na ocasião guardamos pior recordação.

O aroma é de frutas vermelhas, com um toque de cassis e baunilha, mas se destaca a sensação alcoólica. Na boca tem corpo mediano, mas é um pouco agressivo, pelo amargor e sensação alcoólica, apresentando taninos bem perceptíveis e acidez mediana. É um vinho mais ligeiro, apesar de ter uma persistência dada pelos taninos.

Se tomado acompanhando um prato com carne ou massa, certamente cairá melhor.

É produzido pela Carmim.

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

Viña Vermeta Crianza - Espanha


2005.
Tinto. Monastrell

Foi tomado com bife de contra-filé de 3 dedos de espessura, ao ponto para mal passado, temperado com ervas e sal grosso, feito na chapa de pedra no fogão à lenha, acompanhando brócolis e batatas doces. Ficou bem bom, #fato.

Aroma bem alcoólico, amadurecido, com frutas vermelhas e notas de fumo de corda. Na boca é um vinho um tanto pesado, apesar de ter corpo mediano. Apresenta um amargor acentuado, taninos medianos, boa acidez e razoável persistência.

Não é muito fino, falta um pouco de equilíbrio, mas é um bom vinho, principalmente se bem harmonizado.

Sábado, Fevereiro 18, 2012

Salton Classic - Chardonnay - Brasil


2010.
Branco.

Um vinho bastante agradável e bem baratinho, acho que pagamos uns R$ 10. Adequado para ter em casa quando chega visitas, como foi o caso hoje. O vinho agradou a todos.

No nariz é bem cítrico, evocando limão, mas também com um certo aroma adocicado. Na boca é um vinho bem simples, ligeiro, de pouco corpo, mas com uma boa acidez que confere uma um frescor que o torna adequado para ser tomado mais gelado, em torno de 8ºC.

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

Quinta Jubair - Riesling - Brasil

2003. Serra Gaúcha.
Branco.

Nove aninhos... um vinho velho para um branco, que já deveria estar mais decadente, mas ainda tem vivacidade. Degustamos com um Risoto de Camarão com Siri e Cogumelos: Shitake, Hiratake e Ering, e harmonizou muito bem com o vinho.

De cor amarelo ouro, com aromas interessantes, bem frutado, evocando abacaxi e com um toque de mel e retrogosto de damasco.

Na boca ele já perdeu bastante a acidez, e já é possível sentir a sensação do envelhecimento, e é possível sentir um residual leve de açúcar. Tem corpo mediano, persistência também e apresenta bom equilíbrio.

Compramos em Bragança Paulista por um ótimo preço: em torno de R$ 15.

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012

Misterio - Malbec - Argentina


2010. Mendoza.
Tinto.

Desvendamos o mistério: o vinho é ordinário. Já tomamos alguns vinhos da Finca Flichman e nunca tivemos uma boa impressão da vinícola. E seguimos fiéis a nossa tese: se o vinho básico da vinícola é medíocre, não compramos os mais elaborados. Sempre que quebramos esta regra quebramos também a nossa cara.

Com coloração violácea, tem aroma alcoólico, lembrando frutas roxas, groselha, e com um toque mentolado, tem um odor de fermentação um pouco incômodo e um final levemente picante.

Mas é na boca que o vinho se revela: enjoativo. Pouco corpo, pouco tanino, acidez mediana e um final um tanto amargo, com um residual de açúcar. Tem persistência mediana, mas não apresenta muito equilíbrio, e ao final acaba sendo maçante.

Sábado, Janeiro 28, 2012

Verza - Merlot - Argentina

2009.
Tinto.

Vale a compra. Pode mandar ver, que o preço é bom e a qualidade satisfatória.

O aroma é bem interessante, com um frescor de ervas e frutas frescas, com um toque levemente floral. O álcool não atrapalha, como na maioria dos vinhos "modernos", estilo este bastante frequentado pelo novo mundo e cada vez mais pelo velho mundo também, infelizmente.

Na boca tem corpo mediano a leve, com pouca estrutura, taninos macios e boa acidez, mas poderia ser um pouco mais acentuada. É equilibrado e bastante agradável para a sua faixa de preço.

Se tivéssemos pago R$ 40, não teríamos reclamado.

Tomamos acompanhando uma receita do Humberto Eco, transcrita no "Cemitério de Praga". A receita virá em postagem futura.

Sábado, Janeiro 21, 2012

Marraso Reserva - Cabernet Sauvignon - Argentina


2008.
Tinto.

O vinho é interessante, mas é um pouco pesado, sem muita delicadeza. Um vinho masculino, mas bem frutadão, no típico estilo do novo mundo.

Rubi intenso, com leves reflexos violáceos, límpido e translúcido.  Aromas marcantes de frutas vermelhas, lembrando groselha e framboesa. Na boca apresenta um bom corpo , com acidez discreta, taninos medianos, bastante alcoólico e um final excessivamente amargo.

Não é um vinho muito equilibrado, talvez pelo amargor e pelo álcool. Sua persistência é razoavelmente longa, mas também um pouco chata.

Terça-feira, Janeiro 17, 2012

Septima - Malbec / Cabernet Sauvignon - Argentina

2004. Mendoza.
Tinto.

Um vinho de 8 anos por menos de R$ 25, se não tiver virado vinagre, já está valendo a pena.

O aroma é interessante, com aquele caráter que só vinho envelhecido tem, com frutas roxas, com um toque caramelado, couro e um amargor ao fundo.

Na boca tem uma acidez acentuada, bastante alcoólico, com taninos decadentes e persistência mediana, sem muito equilíbrio. É um pouco enjoativo, mas não chega a ser desagradável, muito pelo contrário.

Parabéns...

Sábado, Janeiro 14, 2012

Terras del Rei - Alentejo - Portugal

2010.
Tinto. 50%  Trincadeira, 30% Aragonez, 20% Castelão.

Um vinho cansativo.

No nariz apresenta aromas de frutas roxas maduras, mas com um tanto de baunilha em excesso, adocicado, com um toque mentolado.

Na boca é bastante frutado, tem acidez acentuada, taninos tímidos, bastante alcoólico, mas não muito fino e sem muito equilíbrio. O vinho é feito para agradar o paladar menos refinado, e talvez tenha sucesso.

Sábado, Dezembro 31, 2011

Almadén - Espumante Meio Seco - Brasil

Branco.

Um espumante 1/2 boca, com borbulhas ralas, amargor residual, pouco aroma e sensação alcoólica. Na mesma faixa de preço compre o Salton.

Salton - Espumante Meio Doce - Brasil

Branco.

É um ótimo espumante, principalmente pelo bom preço.  Tem borbulhas constantes, a presença de gás é bem perceptível e agradável, e o vinho é aromático. É um espumante meio doce, mas não tem presença marcante de açúcar.

Bem recomendado.

Quinta-feira, Dezembro 15, 2011

Dorna Velha - Douro - Portugal

2005.
Tinto, Tinta Barroca.

Aroma de frutas vermelhas maduras, com destaque para o alcoólico e um toque de couro.

Na boca é de corpo médio a encorpado, com taninos bem firmes, sensação alcoólica, amargor acentuado e boa acidez. O amargor prejudica um pouco o equilíbrio do vinho, que tem um final persistente, lembrando amêndoas.

Sábado, Dezembro 03, 2011

Casa Geraldo - Cabernet Sauvignon - Brasil


2005. Andradas, Minas Gerais.

Um mineirinho bastante interessante, principalmente pela idade e preço. De rubi intenso, um pouco turvo, com aromas de vinho envelhecido, um pouco de frutas vermelhas, bastante amadeirado, com um toque de couro e fumo de corda.

Na boca é bem interessante, com taninos marcantes, acidez bastante acentuada e um final amargo. A acidez e o amargor passaram um pouco do ponto, mas o vinho é aprazível, apesar destas características. É um vinho encorpado, com persistência de mediana para longa e razoavelmente equilibrado.

O conjunto preço/idade o torna uma boa compra, e harmonizou muito bem com um lombo de porco ao molho de cerveja preta e amoras, pois ficou com uma ótima textura e um amargor que combinou bastante.

Foi comprado no Supermercado Kurihara, em Extrema (MG), por R$ 17. Valeu bastante a pena.

Sábado, Novembro 26, 2011

Santa Carolina Reservado - Shiraz - Chile

2010. Valle Central.
Tinto.

Um leitor assíduo do blogue deve estar pensando: ou eles viraram fã do Santa Carolina, ou acharam uma promoção... Sim, achamos uma promoção!

Este, no caso, estava "menos pior" que os outros, tão alcoólico quanto, mas com aromas mais complexos e um amargor mais acentuado escondendo um pouco a chatice frutada do vinho.

O aroma é mais rico em frutas, comparado aos outros provados da mesma linha (Carmenère e Merlot), lembrando um pouco frutas vermelhas tipo groselha, amora, cereja e cassis, com um toque de especiarias evocado pelo álcool.

Na boca sem surpresas, bastante jovem, corpo mediano, com boa acidez, taninos presentes, muito alcoólico e um tanto cansativo, sensação que é quebrada levemente pelo final amargo. Persistência mediana e razoavelmente equilibrado, mas sem maiores destaques.

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

Santa Carolina Reservado - Carmenère - Chile


2010. Valle Central.
Tinto.

Bem, o vinho é meia boca, não tem nenhum destaque e alguns defeitos. Não chega a ser um vinho desagradável, mas também não podemos dizer que é um vinho interessante, aliás, está longe disso. Para acompanhar um rango descomprometido vai, mas nada além disso.

O vinho é de cor púrpura, aroma bastante frutado, lembrando groselha e com álcool bem perceptível, conferindo um toque picante.

Na boca destaca-se a sensação alcoólica, com taninos presentes e acidez correta. Tem corpo mediano a encorpado, quase equilibrado, de persistência mediana, mas com um final muito frutado e cansativo.

Sábado, Novembro 19, 2011

Risoto de Carne e Shitake com Passas ao Molho de Ostra e Vinho Tinto


Ingredientes:

Alcatra - dois bifes grossos
Shitake - 200 g de cogumelos bem pequenos
Vinho Tinto - 1 xícara
Arroz para Risoto - 1 copo
Alho - 1 colher de sobremesa
Creme de Leite - 100g
Uvas Passas - 10g
Queijo ralado
Cachaça
Brócolis
Molho de Ostra
Cebolinha, Tomilho e Oregano
Pimenta rosa, Pimenta do Reino, Pimenta da Jamaica.
Sal.
Azeite.

Coloque os bifes para temperar com um pouco de sal, vinho, alho picado e pimentas.

Coloque água para ferver, e quando levantar fervura coloque os brócolis dentro e desligue o fogo.

Retire os bifes do tempero e sele-os em azeite por uns 5 minutos cada lado. Corte a parte mais fina dos bifes e pique em pedacinhos. Reserve o restante.

Junte o shitake, os pedaços de carne, o tempero dos bifes e deixe cozinhar. Enquanto isso faça o arroz com um pouco deste caldo acrescentado de água.

Quando o arroz estiver ainda um pouco duro, junte o molho de carne e cogumelos, um pouco de cachaça, e deixe terminar o preparo, misturando aos poucos para não grudar no fundo.

Quando o arroz estiver quase pronto -  ainda um pouco durinho -  junte o creme de leite, as ervas e deixe reduzir o caldo, misturando para não grudar. Ao final junte o queijo ralado e as uvas passas.

Volve o bife ao fogo para esquentar e terminar de cozinhar.

Sirva o risoto com o bife e o brócolis, regue com bom azeite por cima e decore com cebolinha fresca.

Mande ver.

Santa Carolina Reservado - Merlot - Chile


2010. Valle Central.
Tinto.

Caiu muito bem com o Risoto de Carne e Shiitake com Passas ao Molho de Ostra e Vinho Tinto. O prato estava bem melhor que o vinho, mas caiu muito bem.

Cor púrpura, com aromas frutados, com toque pesado de baunilha, e um resquício vegetal. Na boca tem pouca acidez, mas bem perceptível, taninos medianos e destacados, bastante álcool e sensação bem frutada.

É um vinho razoavelmente equilibrado mas um tanto cansativo, com corpo mediano a encorpado e com persistência mediana.

Segunda-feira, Novembro 14, 2011

Bellosguardo - Chianti - Itália

2010.
Tinto. Sangiovese, Canaiolo Nero, Trebbiano Toscano, Malvasia del Chiantie Colorino.

Aroma não muito intenso, frutado e levemente vegetal. Na boca é um pouco chato, com boa acidez e taninos leves, mas presentes, com álcool perceptível e residual de açúcar e leve amargor. É um vinho com persistência mediana e equilibrado, um pouquinho cansativo.

Não é uma maravilha, mas quebra bem o galho, e pelo preço chega até ser uma boa compra.

Sábado, Novembro 05, 2011

Verza - Syrah - Argentina

Foto: http://bacopobre.wordpress.com 

2008. Mendoza.
Tinto.

O vinho é meia boca, mas o Ragú que ele acompanhou foi sacanagem... Com Shitake e bastante vinho tinto: um delírio culinário. A receita segue mais abaixo. Antes o vinho.

O vinho é básico, rubi com reflexos violáceos, aroma de frutas vermelhas, lembrando compota de cereja e um pouco de cassis, com um resquício defumado e um tanto alcoólico.

Na boca tem taninos medianos, com acidez acentuada, e álcool perceptível. Tem persistência mediana e sensação de vinho bastante frutado, principalmente no retrogosto.

Já o Ragú, caramba!!! Foi feito com patinho, shitake, tomate, cebola, cenoura, azeite e complementos.

Ingredientes:
1 Kg de Patinho
1/2 L de vinho tinto (seco, óbvio)
1,5 Kg de Tomate
300g de Cebola
300g de Shitake (fresco, produzido por nós de preferência)
150g de Cenoura
200ml de Azeite Extra-Virgem
50g de Alho
Salsa, Cebolinha, Tomilho, Pimenta.

Em uma panela grande coloque 100ml de azeite e a peça de patinho para selar. Deixe selar por uns 10 minutos, até ficar bem escurinha de todos os lados, mas sem queimar. Retire a carne.

No azeite restante, raspe o queimado da carne, junte um 50g de cebola e o alho, deixe dourar. Coloque o 1kg do tomate sem pele, metade da cenoura, metade da cebola. Retorne a peça de carne, coloque o vinho, e complete com água até cobrir a peça de carne, coloque um pouco de sal e pimenta. Deixe cozinhar por umas 3 horas, completando a água se precisar.

Quando a carne estiver bem macia, retire a peça, corte em fatias com 1cm de espessura, e corte as fatias em "cubos" de 3 cm. Retorne a carne ao caldo, junte o resto da cebola, da cenoura do azeite e deixe cozinhar por mais 45 minutos.

Junte o shitake, as ervas. Cozinhe a massa e faça a polenta, enquanto o Ragú cozinha por mais 30 minutos.

Use a parte mais líquida do molho para a massa e para cobrir a polenta. Sirva com bastante queijo parmesão ralado e azeite extra-virgem.

Coma e desmaie.

Quarta-feira, Novembro 02, 2011

Messias Clarete - Portugal

Tinto.
Sem safra.

Um vinho honesto, com aromas frutados com um toque vegetal, mas com álcool bem presente, que confere um leve picante.

Na boca tem corpo leve a mediano, acidez acentuada, um final levemente amargo e taninos medianos, bem perceptíveis. A persistência é mediana mas o final é agradável, só que o álcool também é bastante aparente na boca.

Foi tomado com uma rabada, e se saiu bastante bem, mesmo o prato pedindo um vinho mais encorpado e mais tânico.

Domingo, Outubro 30, 2011

Ribeiro Neto - Alentejo - Portugal


2006.
Tinto. Syrah, Aragonês e Alicante Bouschet.

Rubi escuro e translúcido. Tem aromas amadurecidos, com frutas vermelhas, levemente amadeirado e picante, com álcool perceptível ao nariz.

Na boca tem corpo mediano, taninos presentes, mas macios, acidez acentuada e álcool bem perceptível. É um vinho agradável, que apresenta bastante álcool, mas que não chega atrapalhar o vinho.

Por ser um vinho bem barato vale a pena a compra.

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Marcus James Reserva Especial - Merlot Rosé - Brasil

2001.

Esse aí passou... mas ficou interessante! A coloração está caramelo com reflexos "tijoláceos". O aroma é adocicado, com um toque caramelizado, com um leve frutado e um pouco de fumo de corda, bastante sutil.

Na boca o álcool é presente, o corpo é bem leve, acidez levemente acentuada, açúcar presente e um pequeno amargor. Sua persistência é mediana e é perceptível o envelhecimento.

Eu repetiria a dose. Foi comprado no Supermercado Kurihara em Extrema, MG, por R$ 15. Com certeza  é desova (ou sobra) de estoque antigo.

Este vinho acompanhou muito bem uma corvina ao molho de cogumelos - shiitake e shimeji branco, produzido por nós - com cebola, tomate, leite de coco, cebolinha, salsa, tomilho e molho de ostra.

Sábado, Outubro 08, 2011

Vinho do Lauro - Extrema - Brasil

2007.
Tinto. Bordô.

O melhor de tudo é que a garrafa tem 1 litrão, e apesar de parecer, não é cerveja. O Lauro é uma figura, e essa garrafa é de um vinho artesanal de Extrema - MG, feito a partir da uva Bordô e envelhecido 4 anos.

Para um vinho de uvas americanas estava bem interessante, com certeza. Até parecia alguns Cabernets que já tomamos pelos cabarés da vida.

É rubi claro, com reflexos tijoláceos e um pouco de borra. No nariz evoca vinho envelhecido, lembrando fumo de corda e o amargor típico, com um toque defumado. Na boca a acidez é correta, com taninos parcos mas presentes, lembrando sementes. O amargor das uvas americanas é perceptível, mas está leve por conta do envelhecimento, um tanto precoce, claro.

É um vinho com persistência mediana e razoavelmente equilibrado, e harmonizou bem com um strogonoff de frango com cogumelos paris frescos, muito bem produzidos pela nossa amiga Glória, também de Extrema.

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

Cassal del Ronco - Pinot Grigio Delle Venezie - Itália

2009.
Branco.

Não apresenta toda tipicidade de um Pinot Grigio, lembrando um pouco um Chardonnay sulamericano, leve e jovem.

Aroma bastante cítrico, mas não muito pronunciado. Na boca tem acidez mediana, um leve amargor, corpo mediano para um branco, com retrogosto intenso de abacaxi.

Foi tomado acompanhando um peixe Mapará, feito na panela de barro, com shimeji branco (colhido na hora), cebola, pimentão, alcaparras, leite de coco e azeite de dende, guarnecido com creme de milho e arroz. Combinou muito bem com o prato.